
Eu estou disposta à cuidar de você até o meu último dia de vida. Só é triste saber que você não faria isso por mim.


“Eu sabia como era querer morrer, como dói sorrir, como você se fere por fora tentando matar o que tem por dentro. Quando você não quer sentir nada, a morte pode parecer um sonho, mas ver a morte mostra como é ridículo sonhar com ela. Talvez haja um momento, quando crescemos em que perdemos uma casca. Existem muitas feridas lá fora. Desperdicei um ano da minha vida e talvez o mundo todo seja idiota e ignorante, mas prefiro estar nele! Declarada sadia e enviada de volta ao mundo. O que isso significa, ainda não sei. Será que um dia fui louca? Talvez, ou talvez a vida é que seja. Ser louco não é estar quebrado, ou engolir um segredo sombrio. É ser como você ou eu, amplificado.”


“Não consigo dormir. Não consigo calar minha mente e acalmar meu coração, não consigo. Ontem eu estava sozinha, hoje eu estou sozinha e amanhã eu sei que eu vou estar, eu sempre fui sozinha e foi assim que eu aprendi tudo que eu sei. O vazio não deveria mais me incomodar, já deveria ter se tornado rotina pra mim, mas parece que a cada dia ela fica mais banal, mais gritante e mais difícil de esconder. Mas se eu estou sozinha não é atoa, eu nunca fui boa em nada, sempre foi meu jeito estabanado de ser, mais pra lá do que pra cá. Sempre fui diferente, sempre fui motivo de piada e não me importo com isso, o que me incomoda, o que faz esse vazio parecer uma tonelada é que eu sempre dei o meu máximo e mesmo assim não é o bastante pra ninguém, não signifiquei o bastante pra ser primeira opção. Com uma certa frequência eu me pergunto o que eu ainda estou fazendo aqui, digo, por que eu não posso partir? Pra outra cidade, pra outro continente, se possível até para outra vida…mas eu só preciso sair daqui. Eu prefiro qualquer outra coisa do que me sentir tão vazia, tão substituída e inválida, prefiro bater de frente com o novo, tudo menos viver o mesmo dia inúmeras vezes.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário